A Samarco informou nesta segunda-feira (23) que a prorrogação do layoff proposto aos trabalhadores na última semana foi aprovado pela categoria.
A medida atinge cerca de 800 funcionários das unidades de Germano, em Mariana, na Região Central de Minas Gerais, e em Ubu, em Anchieta, no Espírito Santo. Segundo a mineradora, os empregados que continuarem em layoff terão os direitos atuais garantidos, recebendo o valor correspondente à sua renda líquida mensal.
Atualmente, a Samarco, cujas donas são a Vale e a BHP Billiton, tem cerca de 1.800 empregados próprios, dos quais cerca de 800 estão com os contratos suspensos. Esta é a segunda prorrogação deste layoff, que começou em junho, e vai valer por mais cinco meses, de 1º de novembro até o dia 31 de março 2018.
Desde o rompimento da barragem de Fundão em novembro de 2015, em Mariana, os trabalhadores da mineradora já passaram por três períodos de layoff.
Vista aérea do distrito de Bento Rodrigues, em Mariana, após o rompimento da barragem de Fundão da mineradora Samarco (Foto: Ricardo Moraes/Reuters)
Processo de licenciamento
A Samarco interrompeu suas atividades após o rompimento de uma de suas barragens, há quase dois anos. O desastre causou 19 mortes, centenas de desabrigados e poluiu o Rio Doce, que deságua no mar do Espírito Santo.
Desde que as atividades da Samarco foram paralisadas, a empresa recorreu a vários mecanismos legais, tais como licença remunerada, férias coletivas e suspensão dos contratos de trabalho.